RESTINGA

Reserva da Biosfera

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                A restinga brasileira foi reconhecida como Reserva da Biosfera pela UNESCO com o advento da RIO-ECO / 92, como resultado de um intenso trabalho de ambientalistas brasileiros, entre estes alguns associados da ADEJA - Associação de Defesa do Meio Ambiente de Jacarepiá , que estiveram presentes nas Conferências Paralelas daquele mega evento, que reuniu no Brasil povos do mundo inteiro.
           O estudo que lastreou o Parecer da UNESCO, teve a chancela de 196 cientistas, em pesquisas que consumiram milhões de dólares e teve a participação de vários países.
          O Rio de Janeiro foi apontado como um dos estados que tem as mais bem conservadas matas de restinga do litoral brasileiro, apresentando uma grande diversidade de recursos naturais. Principalmente as localizadas na região dos lagos fluminense, a exemplo da mata seca de restinga situada na área da Reserva Ecológica de Jacarepiá, integralmente situada no território do município de Saquarema.

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          Diversas espécies extintas noutras restingas ainda podem ser encontradas na Reserva da Jacarepiá, local onde ainda subsistem os grupos remanescentes de Mico-Leão-Dourado (Leontopithecus rosalia), fauna na lista de extinção e atualmente sendo preservada através de um grande projeto financiado pelo WWF, com o objetivo de realizar  reintrodução em áreas da Mata Atlântica.  
              
Igualmente a flora da Reserva Ecológica de Jacarepiá é considerada uma das mais ricas, conforme atesta os peritos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sendo composta por uma imensa variedade de plantas (muitas delas endêmicas) da família das bromeliáceas, orquídeas, epífitas, além de  frutos silvestres e algumas plantas medicinais, atualmente sob pesquisa.

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                  Uma das características da restinga é a existência de um ecossistema composto de lagoas e brejais   alternadamente doces e salgados, facultando uma biota de extrema importância para o estudo da fauna como batráquios, peixes anuais, répteis e pássaros.
      A orla marítima apresenta fenômenos noturnos incrivelmente belos como o "chão de estrelas" (florescência produzida por algas dinoflageladas), que só ocorrem na areia do quebra mar de praias selvagens, livres de poluição, a exemplo da praia de Massambaba, área relativa a Reserva Ecológica de Jacarepiá e Vilatur, onde também é encontrado  o último reduto da lagartixa-de-areia e da borboleta-da-praia. 

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          A LAGARTIXA-DE-AREIA 
(Liolaemus lutzae)  já foi encontrada em todo litoral fluminense, hoje só é vista na Praia de Massambaba.
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         A BORBOLETA-DA-PRAIA (Parides ascanius) é outra fauna cujo habitat é a restinga, sendo endêmica às baixadas litorâneas fluminense.  Até l989, era o único inseto brasileiro na lista oficial de extinção. Hoje já são mais de 250 espécies inscritas, entre as quais dezenas oriundas da restinga.
         A dependência desse inseto da restinga é que apenas nessa área estão as plantas que servem de hospedeira e alimento, como a macroura, o gervão e o cambará.

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