BAIXADA LITORÂNEA DA REGIÃO
DOS LAGOS FLUMINENSE

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                    A baixada litorânea, Região dos Lagos Fluminense, é a planície marinha onde se situa a cidade de Saquarema, famosa internacionalmente por causa do SURF praticado na Praia de Itaúna; pela beleza das lagoas e por possuir uma área de vegetação de restinga relativamente preservada e  protegida no interior da Reserva Ecológica de Jacarepiá.

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PRAIA DE ITAÚNA

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              Esses atributos certamente exercem grande fascínio nas pessoas que visitam a área. Mas existe um outro fator, de caráter energético, irradiado através de fenômenos naturais advindos de uma interposição de diversos ecossistemas presentes na região.

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PRINCÍPIO DE TUDO

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             Há cerca de 5000 anos, a costa fluminense tinha uma configuração completamente diferente da atual. A área onde se encontra o município de Saquarema estava submersa, e o mar batia diretamente em grandes barrancos da Era Terciária, que terminava de forma abrupta.       
            Modificações climáticas na Terra fizeram o mar recuar, baixando o seu nível cerca de 100 metros, formando extensos cordões arenosos que represaram as enseadas dos rios, resultando em grandes lagunas das quais vieram surgir mais tarde as lagoas de Saquarema, Jacarepiá, Vermelha e Araruama, entre outras da mesma área.
            Em período mais recente, nos pontos mais baixos daquela grande planície marinha, o mar continuou alimentando algumas lagoas, hoje classificadas como salgadas, a exemplo da Lagoa Vermelha.

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             A Lagoa de Saquarema, até o final do século passado, ainda era permanentemente ligada ao mar pelo trecho circundante ao rochedo da Igreja N. S. Nazareth (área da sede do município).   A ocupação humana foi responsável pelo assoreamento dessa barra, alterando substancialmente o ciclo das águas nessa lagoa salgada. Hoje a entrada das águas tem outro traçado, consolidado agora pela obra da barra franca.
            O rochedo onde se encontra a igreja formava uma pequena ilha acessível somente na maré baixa ou por canoa.

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IGREJA N.S. DE NAZARETH EM 1690 (simulação)

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               A ação incessante do mar e dos ventos sobre o cordão arenoso, mantiveram as lagunas aprisionadas, que continuaram sendo alimentadas pelos rios Roncador, Seco, Madressilva e Bacaxá, que antes desembocavam no mar formando as antigas enseadas. Nos trechos onde ocorreram elevações da planície marinha, como os cordões da restinga de Massambaba, área da atual Reserva Ecológica de Jacarepiá,  as lagunas tornaram-se doces, uma vez que, perdendo o contato com o mar, passaram a ser abastecidas exclusivamente pelas chuvas e afloração de lençóis freáticos, além dos aluviões carreados por rios do tempo geológico anterior. 
             Sendo estas lagunas mais altas, drenam em direção à Lagoa de Araruama, através de extensos brejais. Este é o caso da Lagoa de Jacarepiá, ecossistema ímpar em toda região leste brasileira.
              Estabeleceu-se assim um bioma complexo, formado pelos ecossistemas das lagoas; uma com suas eventuais cargas de água salgada, outra pelo enchimento dos brejos doces; criando extraordinárias cadeias alimentares bastante ramificadas, onde flora e fauna se integram na ciclagem de nutrientes e energia no sistema, favorecendo a ocorrência de fenômenos ainda hoje desconhecidos pela Ciência.
             Assim, desde a antiguidade, a área lagunar da região de Saquarema, vem atraindo o homem. Tal evidência é verificada através do grande número de sambaquis. Estando também presente a história no registro do homem branco nessa área já nos primeiros anos do descobrimento e colonização do Brasil.
 

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AS LAGOAS SALGADAS E SUAS
PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS

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           A mesma proporção de sal que existe no corpo humano é encontrada no mar. Todos conhecem o prazer do banho na praia e das vantagens terapêuticas que traz - é que o sal proporciona o equilíbrio do corpo !
             O sal funciona também como estabilizador das energias, dispersando as negativas tanto de ambientes como de pessoas. Desde os tempos bíblicos que é usado para esse fim. Até os dias de hoje algumas religiões ainda usa o sal nos rituais do batismo e iniciação de seguidores. Algumas seitas evangélicas chegam a distribuir tanto o sal como pequenas porções de água do mar morto (oriente médio), como água "benta". O poder da mente, bem como as orações, são atitudes de energização do sal.
             Em algumas terapias alternativas, as pedras de sal têm o mesmo efeito dos cristais, catalisando eficientemente as energias -  mais com uma vantagem:  podem ser descartadas!
        As pedras de sal já foram usados no lugar das agulhas de acupuntura, quando essa prática chinesa ainda era chamada no Brasil de "digicultura".  Aplicava-se pequenas pedras de sal nos pontos dos meridianos em vez de agulhas, com a vantagem das pedras impregnadas da energia negativa serem descartas no final de cada sessão. 
            O pêndulo radiestésico também apresenta comprovada eficiência quando usado com pedras de sal. Experiências mostram que a alta ressonância entre as pedras de sal apontam deficiências no organismo humano, saturado de sal, facilitando o diagnóstico de diversas enfermidades.  

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LOCALIZAÇÃO DAS LAGOAS

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         A Região dos Lagos Fluminense já foi uma grande produtora de sal marinho. A Lagoa de Araruama, tida como o principal pólo irradiador das salinas, é mundialmente conhecida por suas propriedades medicinais. Ainda hoje se tem conhecimento de "curas"  através da aplicação da lama dessa lagoa.  
        Segundo a análise de Instituto de Manguinhos (Rio/RJ) divulgadas pela APLA - Associação de Proteção da Lagoa de Araruama, a lama da lagoa possui alguns efeitos terapêuticos sobre o reumatismo, artrite reumatóide e enfermidades cutâneas. Casos mais recentes foram publicados pela imprensa local.

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LAGOA VERMELHA :  A MAIS SALGADA DO BRASIL

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             Também a Lagoa Vermelha, situada ao leste de Saquarema, é considerada como fonte  de energia para  o banho medicinal devido sua alta concentração salina (em torno de 104 ppm) e a presença de hidrogênio sulfuroso, preconizados no tratamento de doenças de pele e reumáticas.
                      
(SAIBA MAIS)

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               Essas particularidades fazem com que essas lagoas sejam conhecidas no exterior por diversos  especialistas no assunto. De acordo com dados divulgados pelo Jornal   "O Salineiro", que publicou notícias dos casos mais recentes de curas através do tratamento com a lama medicinal de Araruama, algumas pessoas chegam ao município indicadas por médicos estrangeiros. Visto que a lama da Lagoa de Araruama é muito comparada, em termos de efeitos terapêuticos, com a existente no Mar Morto (Oriente Médio).
               Recentemente cientistas descobriram, através de pesquisas realizadas na Austrália e Inglaterra, que o cálcio contido nas ostras é eficaz na cura e prevenção da osteoporose, doença degenerativa que destrói o cálcio dos ossos, vitimando em maior número as mulheres devido a fatores hormonais. Tanto a Lagoa Vermelha, como a de Araruama possuem um dos maiores depósitos naturais de ostras do mundo.             Atualmente são extraídas para serem transformadas em ração animal e adubo orgânico, sendo consideradas de alto teor de carbono de cálcio.

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A LENDA DO PEIXE MEDICINAL

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            Outra curiosidade sobre a natureza prodigiosa das lagoas da região é a existência de um pequeno peixe, na Lagoa doce de Jacarepiá, localizada na Reserva Ecológica do mesmo nome. As bicadas desse peixe são consideradas "medicinais".

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        Contam os antigos habitantes da Fazenda Ipitangas (1924), onde hoje está situado o Loteamento Vilatur, próximo de Saquarema, a história da existência de um pequeno peixe na Lagoa de Jacarepiá, que limpavam as feridas dos cavalos durante o banho de descanso desses animais.
          <= LAGOA DE JACAREPIÁ

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               Dizem também que leprosos escondidos nas matas vizinhas, vinham banhar-se nessa lagoa para que esses mesmos peixinhos lhes comecem as bordas necrosadas das feridas, pois haviam descoberto que isso, além de aliviar-lhes as dores, também ajudava na cicatrização.
              Intrigados com o fato, os tropeiros começaram a se deixar beliscar por aqueles "santos" peixinhos enquanto se refrescavam das viagens, observando que esses peixes também limpavam suas cracas, amenizando o enfado das longas cavalgadas, como se fosse um bálsamo!
             Segundo os ictiólogos, os peixes que têm esse comportamento são os da família Cyprino Dontidae, do gênero Lebias, existentes em lagos localizados em países próximos da área do Mediterrâneo. Ocorrendo também em algumas partes do continente africano. Na região leste brasileiro ocorre um tipo dessa família, mas do gênero Cynolebias bokermani, peixe carnívoro com o mesmo tamanho e peso.
                Declaram ainda que peixes dessa espécie, possuem na boca um componente antibiótico natural que atua na cicatrização, funcionando igualmente como um poderoso anestésico. Consta que algumas casas de saúde existentes numa cidade da Europa oriental construíram enormes tanques onde são criados os Lebias. Nos tanques, doentes de pele se expõem, deixando que centenas de peixinhos famintos belisquem as suas feridas, sendo conferidas curas através desse método de tratamento terapêutico.
               Curiosos com os relatos de antigos "peões" da extinta Fazenda Ipitangas, pesquisadores buscaram entre as espécies da ictiofauna da região de Jacarepiá, alguma evidência que pudesse comprovar o inusitado fato. Porém não foi encontrado nenhum peixe com as mesmas características do Cyprino Dontidae. Embora ocorra na baixada litorânea algumas espécies do gênero Lebias, como os pequenos peixes anuais da estação chuvosa, cuja biologia é praticamente desconhecida da Ciência e já estão na lista de fauna em extinção.
               A experiência de ser bicado por peixinhos na Lagoa de Jacarepiá, entretanto, pode ser vivenciada por banhistas, principalmente por aqueles que estão com suas peles largando pelo efeito das bolhas de queimadura do sol dessa região salineira. Tudo indica, porém, que os peixes carnívoros existentes na Lagoa de Jacarepiá que têm esse comportamento, são os do gênero Caracinídeos, popularmente chamados "piabinhas", que não passam de 4 cm. Tampouco se tem notícia de alguma "cura milagrosa", além da retirada da pele das bolhas do sol (e do sal) do delicioso mar de Saquarema.

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 HIPERLINKS CORRELACIONADOS COM ESTA PÁGINA

Reserva Ecológica - Sambaquis - História de Saquarema 
Lagoa de Jacarepiá
- Turismo em Saquarema - Barra Franca

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